Ler é regar o silêncio interior.
Cada página é um espelho: às vezes revela, outras vezes transforma.
Cada narrativa, mais do que palavras, é uma mão estendida — para quem lê, para quem sente, para quem precisa.
Entre ficção e realidade, há um lugar onde a empatia floresce. É aí que estas histórias vivem.
Florian, o professor das cores
Este livro, “Florian, o Professor das Cores”, pertence a uma coleção. Ao longo dos volumes seguintes, vamos descobrindo melhor esta personagem e outros alunos das turmas que ele teve.
Nesta história, conta-se como este professor acompanhou uma turma que considera especial. Cada criança demonstra alguma dificuldade com as cores. As cores, de forma simbólica e poética, representam emoções, muitas vezes ligadas à nossa personalidade (genética) ou impostas pela vida (por doenças ou traumas). Tal como na mistura das cores, as emoções podem ser trabalhadas, variando o seu tom para alcançar o equilíbrio interior e superar as pressões externas.
Visto que todas as palavras têm um significado, incluindo as cores, o professor Florian acredita que cada cor tem o potencial de ajudar cada aluno de uma maneira única. Ele vê o potencial de cada criança e ajuda-as individualmente, adaptando as aulas às suas necessidades. Utiliza as cores para promover o autoconhecimento, a aceitação, o equilíbrio e o valor próprio, assim como o crescimento pessoal dos seus alunos.
Mais do que apenas transmitir conhecimento, o professor Florian demonstra que ser professor vai além de ensinar. Ele torna-se um mentor, um amigo. Como resultado, cada aluno sente-se valorizado e encorajado a alcançar o seu melhor. Com sabedoria e dedicação, o professor Florian ensina que, quanto mais cores - emoções - tivermos, mais completos nos tornaremos.
Florian, o professor das crianças especiais
Este livro faz parte de uma coleção. A história acompanha uma turma de crianças com necessidades especiais e dois professores determinados a enfrentar os desafios associados a diversas síndromes e transtornos.
Mas como ajudar uma criança que tem medo da sua própria imagem? De que maneira amparar uma menina que cresceu sem sentir que pertence a alguém? Como chegar perto de um menino que constrói mundos inteiros no papel, mas luta para compreender o mundo real? O que fazer diante de uma criança que sorri para todos, mas já não encontra um sorriso para si? E que esperança oferecer a uma menina que tenta acertar na receita da vida, mesmo quando o resultado não é perfeito?
O enredo destaca o empenho e a criatividade destes professores ao ajudar os alunos a integrarem se na sociedade, a reencontrarem confiança e a superarem os seus desafios. É uma história sobre medos e coragem, sobre dor e cura, sobre derrotas e superações – e sobre como cada criança pode encontrar o seu próprio caminho quando alguém acredita nela.
Não se pretende refletir, na totalidade, o trabalho incansável, a dedicação e a abnegação de profissionais como psiquiatras, médicos e professores, nem o amor e os cuidados que tantos pais oferecem aos seus filhos. As suas realidades e sentimentos são profundos demais para caberem num simples papel em branco. Quem cuida merece um aplauso sincero.
A narrativa procura sensibilizar, lembrando que todos nós temos potencial para sermos “especiais”, seja pelos revezes da vida, seja pela capacidade de transformar a vida de quem já enfrenta desafios verdadeiramente especiais. As estratégias presentes na história podem inspirar cuidadores e ser adaptadas ao contexto pessoal, num propósito terapêutico que recorda que o cuidado começa sempre com um simples gesto humano.
Lançamentos futuros
Livros de Maria João Silva